Conjunto Penal tem o maior número de casos de tuberculose em Feira de Santana

Foto: Ed Santos/Acorda Cidade (Arquivo)

O Conjunto Penal de Feira de Santana foi o local com maior número de casos de Tuberculose registrados em Feira de Santana no ano de 2016. Enquanto em vários bairros a média foi entre quatro e seis casos, no Aviário foram 25, sendo que 18 casos foram de pessoas que estão no presídio.

A enfermeira sanitarista, Gilca Lessa Miranda, coordenadora do Programa de Tuberculose da Secretaria Municipal de Saúde, explica que existe a possibilidade de redução no número de casos. “Feira de Santana está na mesma realidade do Brasil, que tem uma tendência de redução no coeficiente de incidência.

Essa redução é pequena, mas a gente observa que na série histórica que avaliamos existe essa redução. Temos um programa que é organizado no município, onde conseguimos que a grande maioria das pessoas que inicia o tratamento, mais de 85%, consegue concluir com cura”, informou.

Segundo a enfermeira sanitarista, no presídio tem o programa de controle da doença implantado, onde é realizada a busca, feito o diagnóstico e tratamento dos casos. Ela ainda destaca que o número alto não é de moradores do Aviário, pois a maioria é de pessoas que estão dentro do presídio. Gilca Lessa informou que 108 casos de tuberculose já foram notificados neste ano de 2017 em Feira de Santana.

Ela destaca que o programa na cidade consegue que as pessoas tenham uma boa adesão ao tratamento, ao contrário do que acontece em Salvador. “Temos um número reduzido de pessoas que abandonam o tratamento aqui em Feira. O número é inferior a 5%”, informou. Gilca Lessa explicou que o tratamento é longo, durando cerca de seis meses. “A pessoa só está curada quando completa os seis meses de tratamento.

As pessoas que abandonam o tratamento antes, por não ter mais nenhum sintoma, na verdade não está curada. E essa é uma dificuldade que tem o programa de controle dessa doença no Brasil. As pessoas que abandonam o tratamento ficam com os bacilos resistentes e vai se constituir dificuldade para ser tratado”, explicou.

Tipos de tuberculose:  A enfermeira destacou que a tuberculose pulmonar é a que mais se destaca no Brasil e há uma preocupação maior, por ser transmitida de uma pessoa para outra. “O bacilo que transmite a doença só vive em ambientes que tenham oxigênio e no nosso organismo é o pulmão onde favorece o desenvolvimento do bacilo, por ter muito oxigênio”, explicou.

Segundo Gilca Lessa, se não tratada, a tuberculose pode matar, mas ela destacou que é uma doença que tem cura com tratamento gratuito e que as medicações são disponibilizadas pelo Ministério da Saúde. “O município de Feira dispõe de uma equipe capacitada para acolher as pessoas e agora em 2017 estamos trabalhando para que aconteça o atendimento na atenção básica, então os casos novos de tuberculose vão ser tratados nas unidades mais próximas do paciente”, informou, acrescentando que o Centro de Referência da doença vai continuar funcionando.

Sintomas: O principal sintoma da tuberculose é a tosse. Gilca Lessa explica que toda pessoa que tem a tosse por mais de três semanas, deve investigar, pois pode ser tuberculose. Além da tosse prolongada, outros sintomas apresentados são: falta de apetite, perda de peso, cansaço fácil e febre.

*(Acorda Cidade)



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