Para Mancini, boa relação com jogadores motivou reação em campo

Maurícia da Matta / EC Vitória / Divulgação

Responsável por melhorar o desempenho do Vitória nas três semanas em que chegou ao clube, o técnico Vagner Mancini não esconde que esta foi a vez em que assumiu o Rubro-Negro na situação mais delicada.

Nas outras três passagens (2008, 2009 e 2015), o Vitória vinha de momentos ruins em campo, mas não sofria tantos problemas na administração. Dessa vez, Mancini chegou a um Vitória com 12 pontos, vice-lanterna do Campeonato Brasileiro, e com uma diretoria se reajustando.

Segundo o técnico, que chegou para “apagar um incêndio”, o cenário permitiu que ele conseguisse algumas exigências antigas, como um contrato mais longo – até 2018 – e a possibilidade de implantar um projeto a longo prazo.

“Foi uma cartada minha e uma situação onde eu enxerguei que o clube aceitaria porque ele também estava numa situação difícil. Não tem como você fazer um projeto sem que haja aceitação ou compromisso. Então nós sentamos, discutimos, e eles (integrantes da diretoria) entenderam”, explicou o treinador.

Ainda que a ideia seja de fazer um trabalho mais planejado o Vitória, Mancini disse que não sabe se esses planos serão mantidos se o time não responder em campo.

“Todo esse compromisso pode ser quebrado. Todo dia nós vemos técnicos demitidos, executivos, saindo diretores… É importante quando você fala a mesma linguagem da sua diretoria e dos seus atletas. Por isso que, até agora, a coisa andou bem. Mas no momento em que houver derrotas, e as derrotas são inevitáveis, é que a gente vai saber como proceder ou agir”, ponderou.

Mesmo ainda na zona de rebaixamento, na 18ª posição na tabela, a situação já melhorou: o Vitória teve 77,7% de aproveitamento nas três rodadas que passou sob o comando do treinador, com um empate e dois triunfos.

Mancini disse que essa motivação é importante para que a torcida volte a povoar o Barradão já na partida de sábado, 12, às 19h, contra o Avaí, em disputa direta para sair do Z-4. “Conta muito para o jogador ouvir a torcida gritar ‘Nêgo’, da arquibancada. O Vitória precisa voltar a ser temido dentro de casa”, opinou.

Dia na Toca

Um dia depois de liberar o treino para a imprensa, Mancini resolveu fechar as atividades nesta quinta-feira, 10. Segundo a assessoria, o treinador trabalhou o time ofensivo e defensivamente, ajustando as linhas.

Cleiton Xavier, Carlos Eduardo, Fred, Kieza e Willian Farias continuam na transição, enquanto André Lima segue fazendo tratamento da sinovite no joelho. Geferson, que se machucou no treino da quarta-feira, 9, fez radiografia e não acusou lesão, mas tem um edema no tornozelo direito.

Do A Tarde



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